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Na semana em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas, "Sete Cores da Amazônia" chega ao Metrópolis

O filme Sete Cores da Amazônia, dirigido por Ana Lígia Pimentel, chega a Vitória com sessões no Cine Metrópolis. As exibições acontecem no sábado (18), às 17h; na segunda- feira (20), às 14h; e na quarta-feira (22), às 17h45.

O longa acompanha a história de Sarah, uma menina que vive em uma palafita em Manaus e vê seu mundo se transformar ao conhecer a avó Ceucy, iniciando uma jornada de descoberta de suas raízes indígenas. A obra é uma adaptação da história em quadrinhos do escritor e ilustrador amazonense Ademar Vieira, em parceria com Tiê Santos. A ideia de levar Sete Cores da Amazônia para o cinema surgiu quando a diretora entrou em contato com o livro original. Impactada pela força da narrativa, Pimentel decidiu desenvolver o projeto, inicialmente pensado como um curta-metragem, que ganhou fôlego e se transformou em um longa ao longo do processo criativo, realizado em diálogo com o autor. “Eu sou de Manaus e quis fazer uma história que sintetizasse essa experiência de ser de Manaus, uma grande cidade com grandes problemas urbanos, mas situada no meio da floresta amazônica. Então, usei uma personagem que é uma criança que cresce em péssimas condições de saneamento e urbanização e que descobre a sua origem indígena, uma cultura ancestral, milenar e riquíssima”, revela Vieira. Com duração de 77 minutos, o filme aborda, a partir de uma perspectiva sensível e acessível, questões sociais, culturais e ambientais presentes na realidade amazônica, articulando infância, território e ancestralidade.

Embora voltado ao público jovem, o longa atravessa temas complexos que dialogam com diferentes faixas etárias. A produção enfrentou desafios ao longo de sua realização, especialmente durante o período da pandemia, com filmagens realizadas em 2021. O projeto contou com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC) e parceria da TV Encontro das Águas. Sete Cores da Amazônia também marca a participação da atriz amazonense Bitta Catão, que, além de atuar como a avó jovem de Ceucy, integrou a equipe em diferentes frentes da produção. “Agradeço à diretora Ana Lígia pela confiança, o elenco e a equipe. Não é fácil fazer um longa com o recurso que tínhamos, mas graças a Deus conseguimos e o resultado é esse. Estou muito feliz e temos outros projetos, esse foi só o primeiro de muitos”, revela a atriz. Contemplado pelo edital Prêmio Feliciano Lana, o filme integra um conjunto de iniciativas que buscam ampliar a circulação do audiovisual amazônico e promover novas formas de acesso a essas narrativas em diferentes regiões do país.

 

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